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Deus me deu um carro!

Publicação: 08/abr/2026
Testemunho: Mario

Eu fiquei sem carro de uma hora para outra.

Não foi por escolha. Foi necessidade. As prestações já não cabiam mais no bolso, e eu precisei fazer um acordo com o banco e devolver o carro. Lembro-me da sensação daquele dia. Não era apenas a perda de um bem material. Para muita gente, carro é conforto. Para mim, era ferramenta de trabalho. Eu era técnico de máquina de costura. Como atender os clientes? Como me locomover? Como continuar trabalhando normalmente sem aquilo que, na prática, sustentava boa parte da minha rotina?

Foi então que fiz o que um filho faz quando já não sabe o que fazer: falei com Deus.

Disse ao Senhor que Ele conhecia minhas necessidades. Disse que sabia exatamente do que eu precisava. Não era luxo, não era vaidade, não era ambição. Era necessidade. Era a vida prática batendo à porta, cobrando solução. E eu, sem enxergar saída, apenas coloquei diante dEle a minha aflição.

Naquele mesmo período, eu já havia compartilhado com os irmãos algo que havia acontecido dias antes. Um caminhoneiro, descendo pelas Imigrantes, precisava seguir por outro caminho para pegar a Bandeirantes e ir para o interior de São Paulo. Mas ele entrou errado. Errou a rota, passou pelo centro de Diadema e foi parar justamente em frente à minha loja.

Hoje eu sei que não foi erro. Foi providência.

Quando aquele homem entrou na loja, ele começou a falar comigo de uma forma que me deixou profundamente impactado. Disse que havia se perdido, que nem sabia por que tinha ido parar ali, mas que Deus tinha algo comigo. Falou em línguas, chorou, e então me disse com convicção que o Senhor iria me conceder aquilo que eu estava pedindo. Disse que, dentro de poucos dias, eu receberia uma grande surpresa.

Na hora, eu senti que aquelas palavras vinham de Deus.

Meus olhos se encheram de lágrimas. Porque o Senhor sabia. Sabia da minha necessidade, sabia do meu aperto, sabia do silêncio das minhas preocupações. Eu precisava de um carro para trabalhar, para servir, para continuar em frente. Aquele homem não sabia da dimensão do meu problema, mas Deus sabia.

Ainda naquele dia, meu irmão Elinho estava comigo na loja. Um cliente me ligou pedindo que eu levasse algumas linhas para ele. Eu também vendia linhas e outros materiais. Mas, constrangido, precisei responder que não tinha como fazer a entrega.

— O senhor vai me desculpar, mas hoje eu não tenho condições de levar.

Quando ele perguntou por quê, eu respondi com sinceridade:

— Estou sem carro. Fiz um acordo com o banco e devolvi.

Do outro lado da linha, houve um silêncio curto. Coisa de poucos segundos. E então veio uma resposta que me deixou sem palavras.

Ele me disse para ir até uma agência de automóveis numa determinada rua e olhar o carro mais barato que tivesse lá. Mandou que eu verificasse se servia para mim e depois ligasse para ele.

Eu quase não acreditei.

Perguntei se ele estava falando sério. Perguntei se realmente estava dizendo que compraria um carro para mim. E ele respondeu com uma frase que nunca me saiu da memória:

— Com Deus não se brinca.

Depois desligou.

Contei ao Elinho o que havia acontecido, mas ele, como qualquer pessoa sensata naquela situação, duvidou. Disse que ninguém compraria um carro para mim daquele jeito. Disse que eu estava me iludindo. E, sinceramente, eu mesmo também não consegui acreditar por completo. Tanto que, no dia seguinte, nem fui ver carro nenhum.

Meu filho perguntou:

— Pai, o senhor foi ver o carro que o homem falou que ia comprar para o senhor?

E eu respondi que não. Disse que não acreditava que alguém fosse fazer aquilo por mim.

Mal terminei de falar, aquele homem apareceu.

Parou o carro em frente à loja e já desceu perguntando por que eu não tinha ligado, por que eu não tinha ido ver o carro. Fiquei sem graça. Disse que não tinha ido. Então ele falou:

— Vamos ver agora.

E nós fomos.

Começamos a rodar por lojas de carro. Subimos avenida, visitamos agências, conversamos com vendedores, analisamos opções. Mas nada dava certo. Não fechávamos negócio. O dia inteiro passou assim. No primeiro dia, nada. No segundo, tentamos de novo. Também não conseguimos. Ele só podia ficar até meio-dia, porque era época de Copa do Mundo e o Brasil jogaria. Ainda assim, dedicou seu tempo àquela missão como se fosse algo dele.

No fim daquele segundo dia, ele teve uma ideia:

— Amanhã vamos à Ford. Seu carro era um Fiesta, não era? Vi uma promoção. Vou comprar um carro zero para você.

Eu achei aquilo grande demais. Grande demais para mim. Grande demais para ser real. Mas ele estava decidido. No terceiro dia, fomos à concessionária. Sentamos, ouvimos a proposta, parecia que, enfim, tudo daria certo. Só que, na hora final, apareceu uma taxa extra que não estava prevista. O homem se indignou. Disse que, se o preço não fosse exatamente o da promoção, não faria negócio.

E não fez.

Voltamos sem carro outra vez.

Era fim de tarde quando chegamos à loja. Meu filho então comentou que um homem havia passado por ali dizendo que tinha um carro à venda na rua Orense e perguntou se eu não queria dar uma olhada. Quando ouvi o nome da rua, algo acendeu dentro de mim. Era justamente a rua que aquele cliente tinha mencionado no primeiro telefonema. A rua que, por algum motivo, não tínhamos procurado antes.

Fomos para lá.

Quando chegamos, vimos no fundo uma Paraty bonita, bem cuidada, lavada, com os vidros verdes. Um carro simples, mas muito bom. Olhei e gostei. Chamamos o dono. O homem que estava me ajudando fez uma proposta direta: daria um cheque para quinze dias no valor de R$ 1.500,00 e mais dois cheques de R$ 1.000,00 para completar os R$ 3.500,00 pedidos.

O vendedor aceitou.

Eu saí de lá dirigindo aquele carro.

Até hoje, quando me lembro disso, meu coração se comove. Porque Deus não apenas abriu uma porta. Ele conduziu cada detalhe. Usou um caminhoneiro perdido para entregar uma palavra. Usou um cliente para se tornar instrumento de provisão. Usou dias de tentativas frustradas para me levar exatamente ao carro que já estava separado para mim.

E o mais bonito de tudo veio depois.

Nos dias seguintes, Deus abençoou tanto as vendas da loja que eu mesmo consegui cobrir todos os cheques. O homem não precisou pagar nenhum deles. Ele foi usado por Deus como instrumento, como ponte, como resposta. Mas o próprio Senhor me deu condições de assumir aquilo que havia chegado às minhas mãos.

Foi um presente e, ao mesmo tempo, uma lição.

Porque Deus sabe o que faz.

Às vezes, Ele não entrega da forma como imaginamos. Às vezes, parece que o caminho está se enrolando, que as portas estão fechando, que nada acontece. Mas, enquanto pensamos que estamos andando em círculos, Deus já está alinhando pessoas, ruas, telefonemas, atrasos, recusas e encontros para nos conduzir exatamente ao lugar certo.

Aquela experiência não ficou gravada em mim apenas por causa do carro. Ficou porque vi o cuidado de Deus de forma concreta. Vi que Ele conhece a necessidade real dos seus filhos. Vi que Ele continua no controle quando tudo parece incerto. Vi que Ele move pessoas, circunstâncias e tempos de um jeito que ninguém conseguiria planejar.

Já se passaram muitos anos desde então. Aproximadamente vinte e cinco. E até hoje eu não deixo de orar por aquele homem e pela família dele. Toda vez que dobro meus joelhos, lembro-me dele. Lembro-me do bem que me fez. Lembro-me do instrumento que Deus levantou para me abençoar. A esposa dele já faleceu. Um dos filhos também. E eu continuo orando por ele. Não por obrigação, mas por gratidão. Gratidão sincera, dessas que o tempo não apaga.

Há bênçãos que a gente recebe e nunca esquece.

Há gestos que vêm do céu por meio de mãos humanas.

Há provisões que não alimentam apenas o corpo ou resolvem apenas um problema prático; elas fortalecem a fé.

Aquele carro me ajudou a trabalhar, sim. Mas, mais do que isso, aquele testemunho me ensinou a depender ainda mais de Deus. Ensinou-me que o Senhor cuida de mim com delicadeza. Que Ele sabe que sou sensível, que sou um homem que chora, que se derrama diante dEle, e que justamente por isso me trata com uma ternura que só um Pai perfeito poderia ter.

Hoje, olhando para trás, não vejo apenas um homem que perdeu um carro e depois conseguiu outro. Vejo um filho sendo lembrado por Deus em sua necessidade. Vejo o cuidado divino entrando pela porta de uma loja em forma de palavra profética, depois em forma de telefonema, depois em forma de insistência, e finalmente em forma de provisão.

Quando Deus quer fazer, Ele faz.

Ele continua acima de tudo. Continua tendo o controle de todas as coisas. Continua sabendo o que realmente precisamos. E continua chegando na hora certa, ainda que, aos nossos olhos, pareça que está demorando.

Por isso, se este testemunho alcançar alguém que hoje esteja aflito, sem saber como resolver uma necessidade concreta, sem enxergar saída para um problema que parece simples para os outros, mas gigante para si, eu gostaria de deixar esta lembrança: Deus vê. Deus sabe. Deus cuida. E, quando Ele decide agir, ninguém pode impedir.

Tudo é dEle.

Tudo vem dEle.

Tudo é para a honra dEle.

E eu nunca mais me esqueci disso.

Milagres & Graças (Vol 1)

Milagres & Graças (Vol 1)
Autor: GodMakes.com
Publicação: 10/abr/2026
Relatos de livramento, provisão, transformação e respostas de oração.
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